Ilustrações de temas diversos em parábolas,lendas, histórias fictícias,reais e algumas citações bíblicas.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Era 1967 e eu fui morar no fim do mundo.


O ano era mil novecentos e sessenta e sete e talvez a minha primeira e grande aventura estivesse começando ali. Meu pai que era um homem muito precipitado em suas decisões, havia comprado o nosso terreno lá no fim do mundo onde até hoje vivemos. E até aquele momento havia enganado a minha mãe dizendo que a nossa casa lá no meio do mato estava pronta. Na verdade era só um cômodo construído nos fundos de um imenso quintal sem muros. Um cômodo feito sem alicerces, coberto de telhas francesas, com chão de barro batido e o lugar para se colocar uma janela e outro uma porta.

Naquela tarde quando o caminhão parou naquela rua esburacada hoje José Macedo de Araújo diante daquela invenção de meu pai tão afoito para descarregar a mudança, lembro-me que minha mãe chorou...  

Eu era apenas um menino de quatro anos de idade, tão franzino e inocente que não podia fazer nada para conter o choro tão sincero de minha mãe. Minha mãe era uma senhora muito pequenina que já tinha dois filhos e estava grávida de mais um e meu pai um homem alto e magrelo que decidido a fugir do aluguel e de confusões com vizinhos na cidade de Nilópolis onde até aquela data residíamos cometera aquela loucura.

Eu apesar de ter apenas quatro anos de idade nunca consegui me desvencilhar daquele instante em que minha mãe chorava para não ficar enquanto meu pai e os amigos que ajudavam na mudança tentavam convencê-la. Tão resignada minha mãe aceitou o desafio e eu querendo conformá-la de alguma forma naquele momento resolvi ajudar a descarregar a mudança e Fazendo um esforço terrível abracei o criado mudo vazio e cai com ele no meio da rua empoeirada e depois levantei pronto para driblar o destino que ansioso me esperava.


Era quase noite de um dia do ano de mil novecentos e sessenta e sete e estávamos chegando para viver em um lugar que minha mãe tão baixinha deu o nome de fim do mundo!

Tony Caroll

terça-feira, 30 de junho de 2015

Qualidade de vida entre mil sugestões...

Quantas vezes alguém já lhe intimidou com aquela famosa frase "Afinal você é um homem ou um rato?" Isso, independente das intenções certamente lhe provocou alguma reflexão de momento e lhe fez dar um grande passeio dentro de si mesmo antes de responder tal pergunta. A verdade é que em diversas ocasiões somos invadidos pelo medo de arriscar alguma coisa com receio de uma frustração.

O interessante é que também em diversas outras ocasiões nos deparamos com milhares de sugestões para encontrarmos o caminho da felicidade e recuamos dando ênfase ao medo que nos assola e assim pela milésima vez deixamos o desejo de alcançar essa felicidade no rascunho dos nossos dias e nunca ousamos em escrever uma nova história diante desse medo que sentimos e alimentamos dentro de nós. Mas será que em algum momento também paramos para refletir que " O medo também pode ser tão medroso o quanto o sentimos?"




As diversas faces de um camundongo 


Conta-se uma fábula que certo camundongo vivia muito angustiado porque tinha muito medo de gatos. Um mágico o transformou em um lindo gato, Ele, porém ficou mais angustiado, pois passou ater medo de cães. O mágico então o transformou em pantera. Então ele começou ater medo dos caçadores. A essa altura o mágico se irritou e desistiu. Transformou-o num camundongo novamente e disse: Nada do que eu faça vai ajudá-lo porque você tem apenas a coragem de um camundongo.

Mas recebereis poder ao descer sobre vos o espírito santo e sereis minhas testemunhas fieis tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e samaria e até aos confins da terra. 

Atos 1,8

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

O amor tem um preço.


O que considerar diante de certos atos e atitudes que a princípio nos parecem tão efêmeros e sem necessidades? O que vemos de imediato talvez seja apenas o reflexo da dor que nos faz recuar diante de certas responsabilidades que muitas das vezes só nos faz constatar e reconhecer o quanto somos frágeis para assumirmos um desafio. 

Porém esquecemos que o amor também tem um preço e que nem tudo aquilo que nos parece imposto como castigo na verdade o é. Somos frutos de um amor incondicional que também nos delega responsabilidades. 

A maior delas: Amar o próximo como a nós mesmos e se já sabemos nos amar, certas dificuldades são apenas oportunidades para um novo aprendizado pois, quando ainda nos consideramos tão pequenos para abraçar novos desafios é então o momento em que eles surgem para nos mostrar o grande talento que carregamos dentro do peito.



O talento dos pássaros


Há uma lenda que conta como foi que os pássaros criaram asas. Diz que eles haviam sido criados sem asas. Depois Deus fez as asas e as colocou diante deles dizendo: — Venham, peguem esses pesos e os carreguem. Os pássaros possuíam lindas plumagem e doce canto, gorjeavam belamente e suas penas cintilavam ao sol, mas não sabiam o que era cortar os ares.

A princípio, hesitaram ante a ordem de apanharem aqueles pesos e os carregarem, mas logo obedeceram, pegaram as asas com o bico e puseram-nas nos ombros, para melhor carregá-las. Durante algum tempo, o fardo pareceu-lhes muito pesado e difícil, mas de repente, quando iam carregando os pesos, suas pontas dobradas sobre o coração, as asas grudaram-se lhe nas costas, e logo descobriram que podiam utilizá-las, e foram levantados por elas nos ares. Os pesos se tornaram em asas.

Em muitas ocasiões nós somos como os pássaros sem asas e os nossos deveres e tarefas são como os pequenos cotos de asa que Deus fez para nos erguer e levar em direção as alturas. Mas muitas das vezes olhamos para os nossos fardos e cargas pesadas e nos retraímos, mas quando compreendemos o valor de certas atitudes do criador não questionamos o peso de algumas responsabilidades que nos são designada e sim as tomamos para nós e as colocamos sobre o nosso coração lembrando que toda e qualquer dificuldade um dia pode se tornar em asas e com elas nos elevar os ares e cortar as alturas em direção a Deus.

Reflita sobre isso: Todo e qualquer fardo que nos é dado por Deus se o tomarmos de bom animo e o levarmos sobre o coração virá a tornar se uma bênção para nós. A intenção de Deus é que nossas tarefas nos sejam como auxiliares e sempre quando nos recusarmos a abaixar os ombros para recebe-las estaremos deixando passar mais uma oportunidade de nos desenvolvermos.

Em tudo somos atribulados, mas não angustiados;
Perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos


II Coríntios 48/9


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sábado, 6 de junho de 2015

Tudo o que reluz é ouro ou todo ouro reluz?


Onde estará o horizonte que tanto procuramos enxergar e onde estão os sonhos que plantamos algum dia? O mais complicado de tudo é que nem sempre encontramos os frutos no mesmo lugar onde um dia plantamos a preciosa semente. E talvez seja isso o que em determinados momentos nos torna tolos e desesperançados. Queremos ser tão notáveis diante dos homens e muitas das vezes esquecemos que a sabedoria está diante de nós para nos dizer e ensinar mais alguma coisa. 

Nem sempre a nossa malícia em querer lucrar com a inocência dos outros produz um bom resultado e o ouro que almejamos conquistar as vezes é objeto de frustração para nós mesmos pois como diz o velho ditado: nem tudo o que reluz é ouro e nem tudo aquilo que balança cai. Por isso os nossos sonhos estão guardados e só despontam quando num ato de sabedoria sabemos dizer não ao inimigo que usa suas armas de sedução para roubar de nós o horizonte que tanto procuramos.







                    O lobo malicioso e a esperteza da cegonha



Havia um lobo muito faminto que vivia de olho nas aves que margeavam o rio São Francisco. Ele não dava trégua, pois estava sempre pronto para dar o bote nos desavisados. A comadre cegonha, alerta como ela só, dizia para a comadre arara, que vivia cochilando: — Olha comadre, cuidado! Cochilou, o cachimbo cai. Comadre fique atenta, pois o babão está na área. — O que foi? Onde? Cadê? De repente, nhac!!!O lobo pegou a arara desatenta. —Eu é que não fico de bobeira. Estou de olho vivo nesse faminto. Nunca vi em toda a minha vida alguém devorar um almoço como esse excomungado. É só olhar para a gente que ele começa a babar... — Que é isso comadre, eu estou babando não é por causa da senhora, não! É que eu masquei fumo e, por isso, estou com água na boca – desculpava-se o canino. Vou comer a arara para salgar um pouco a boca. — Está me engana. Tomara que você se entale comilão. E do jeito que come, não vai demorar muito. E você há de precisar de mim, você vai ver. Praguejou a ave. — Há, há, há. Eu? Precisar de você? Nunca! Pelo contrário, você é quem vai precisar de mim... na verdade, o lobo tinha a cegonha como grande rival e não via a hora de devorá-la, até porque dentre as aves era a mais gordinha. Enquanto comia vorazmente a arara, o lobo ficou com um osso atravessado na garganta. Como não conseguia tirá-lo, pediu à cegonha que o tirasse com o seu bico grande e comprido e prometeu uma recompensa em troca. A cegonha aceitou o trato, mas muito esperta e por precaução, pôs um galho grosso de madeira atravessado entre os dentes do lobo. Depois, enfiou cuidadosamente o bico na boca do carnívoro, tirando-lhe o osso da garganta. Em seguida perguntou ao lobo sobre a recompensa, ao que ele respondeu: — acha mesmo que vou te dar alguma coisa? Já não basta impedir-me de comer a sobremesa? A cegonha respondeu: — É verdade compadre, já me deste a recompensa, pois estiveste comigo entre os dentes e não pôde comer-me!


Não estejais entre os que se comprometem e ficam por fiadores de dividas, pois se não tens como pagar, porque arriscas perder a cama de debaixo de ti? 

Provérbios 22, 26,27.

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O amor é um sábio condutor ou apenas um eterno aprendiz?

Amar é saber todas as respostas ou apenas um exercício que nos é dado a cada dia para que possamos adquirir mais um pouco de aprendizado? Somos mestres na arte do saber ou apenas meros aprendizes diante de tantos embaraços? O que muitas das vezes nos faz errar ou permanecer perdidos diante de certas tribulações talvez seja mesmo o fato de que por mais eficazes que podemos ser ainda não tenhamos aprendido a ouvir para depois falar. 


Sempre acenamos veementemente com as nossas razões e por isso muitas das vezes nos intitulamos o dono de tantas verdades quando cada um possui a sua própria. Nunca estamos satisfeitos com as respostas dos outros e esquecemos também que temos o direito de errar. E nesse emaranhado de coisas deixamos sempre escapar o verbo e por isso também nunca deciframos certas respostas e apenas erramos quando não sabemos onde colocá-las.



O rei e o soldado estrangeiro

Era uma vez um rei e uma rainha. Seu castelo era guardado por muitos soldados. Todas as manhãs, o rei passava em revista os soldados de sua guarda. Quando via um soldado novo, ia logo perguntando: — Quantos anos você tem? Há quanto tempo você está em minha guarda? Você ama o seu rei ou a sua rainha? Um dia, entrou um soldado novo em sua guarda. Ele era estrangeiro. Não sabia falar a língua do país. O comandante mandou que ele decorasse três respostas: — Vinte e um anos! Um mês! Os dois! Certa manhã, o rei viu o novo soldado e fez as três perguntas de sempre. Só que ele começou pela segunda pergunta: — Há quanto tempo você está em minha guarda? — Vinte e um anos majestade! — Respondeu o soldado. O rei ficou admirado e perguntou: — E que idade você tem? — Um mês majestade! — Cada vez mais admirado, o rei exclamou: — Um de nós está louco! — Os dois majestades! — Respondeu calmamente o soldado.

 Todavia, quando vos prenderem, não vos preocupeis em como, ou o que deveis falar, pois que, naquela hora, vos será ministrado o que haveis de dizer. 

Mateus 10/19

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domingo, 24 de maio de 2015

Quem seria o homem mais rico do mundo?


Essa pergunta talvez nem o livro dos recordes pudesse responder, pois, talvez toda riqueza esteja associada ao dinheiro. Hoje em dia se tira a vida do próximo por uma fútil bicicleta para angariar fundos em nome da ostentação. A fé está sendo convertida em lucro material e a cultura do ter sempre mais infelizmente está também matando o amor entre as pessoas e enterrando a ideia de cada um se tornar um ser humano melhor. 

A questão é que muitos daqueles que propagam o evangelho já não o fazem com a intenção do enriquecimento espiritual e sim numa luta acirrada pelo poder e posições tornando os seus fiéis cada vez mais enlouquecidos nessa corrida alucinada pelo ouro que como qualquer outro objeto também perde o valor. Infelizmente a ganância está batendo cada dia com mais insistência a nossa porta, será que não chegou o momento de também atirarmos essa vaquinha no precipício? Confira essa história.




O sábio e a vaquinha

Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada. Naquela área desolada, sem plantações e sem árvores, vivia um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou: — Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem? O senhor vê aquela v aca? Dela tiramos todo o nosso sustento, disse o chefe da família. Ela nos dá leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos á cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos. O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo: — Volte lá e, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá embaixo. O discípulo não acreditou. — Não posso fazer isso mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu a jogar no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem! O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem. — Vá lá e empurre a vaca no precipício. Indignado, porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou. A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo. Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar aquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la, pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira. Ao fazer a curva da estrada, não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sitio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos, comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome, foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando El alguma cidade. Aproximou-se, então, do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado ali já havia alguns anos. —Claro que sei você está olhando para ela, — disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira. Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse: — Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo? O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu: — Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos. Mas um dia, ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes.

E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: Vai, e vende tudo quanto tens, e dá -o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me. Mas ele, contrariado com essa palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.

Marcos 10/21,22

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